As polêmicas e os acertos de Padilha na primeira passagem pelo Ministério da Saúde

Confirmado como o novo ministro da Saúde, Alexandre Padilha já esteve à frente do ministério entre 2011 e 2014, no primeiro mandato da ex-presidente Dilma Rousseff. Agora ele retorna ao cargo após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) demitir Nísia Trindade, na noite de terça-feira, 25.

A comunicação sobre a demissão ocorreu após uma reunião entre o petista e a agora ex-ministra no Palácio do Planalto, em Brasília. O encontro aconteceu depois de Lula participar de um evento com Nísia Trindade para anunciar uma parceria para a produção de vacinas contra a dengue.

Durante sua primeira passagem no Ministério da Saúde, Padilha teve como principal marca o lançamento do programa Mais Médicos, que previa a contratação de profissionais cubanos para atuarem em cidades do interior do País. A iniciativa se tornou uma vitrine do PT e foi reembalado pelo governo Lula, em um novo formato, sem estrangeiros.

Isso porque a contratação de médicos cubanos foi uma das principais críticas ao programa. Médicos brasileiros e entidades representativas da categoria consideraram a iniciativa uma ameaça à qualidade da medicina no Brasil. O governo petista, por outro lado, argumentava que os profissionais eram treinados e qualificados de acordo com os critérios do programa.

Também houve reclamações em relação à remuneração dos médicos cubanos, já que uma parte considerável do seus salários iam direto para o governo daquele País.

Outro ponto que marcou a primeira gestão de Padilha no Ministério da Saúde foi a abertura de novos cursos de medicina, o que gerou críticas por parte de órgãos como CFM (Conselho Federal de Medicina) e a Associação Brasileira de Médicos, que questionaram a falta de controle de qualidade da formação desses profissionais.

Padilha também criou uma espécie de “Lei Rouanet” da saúde, concedendo o abatimento no valor de 1% do que é devido ao imposto de renda para atendimentos, pesquisas e financiamentos de tratamento contra o câncer ou de pessoas com deficiência.

Essa foi uma forma de incentivar as clínicas particulares a atenderem pacientes com câncer ou deficiência, e fazer com que as empresas financiassem as pesquisas e aumentassem os atendimentos nessas duas áreas.

Alexandre Padilha é deputado federal reeleito pelo PT de São Paulo. Ele também é médico infectologistas pela USP (Universidade de São Paulo), PHD em Saúde Pública pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e professor universitário.

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