“Fraude”, “ameaça à democracia”: candidatos à Prefeitura de SP repercutem eleição venezuelana

O anúncio da vitória de Nicolás Maduro na eleição para a Presidência da Venezuela gerou comentários sobre preocupação e críticas ao processo eleitoral no país vizinho.

Na madrugada de segunda-feira (29), Maduro foi declarado vencedor da eleição pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE), alinhado a Maduro.

Confira os comentários dos candidatos e pré-candidatos à Prefeitura de São Paulo a respeito (a ordem respeita a posição deles no Índice CNN):

Para o atual prefeito, Ricardo Nunes (MDB), a eleição “merece o repúdio de todos”.

“Um democrata não pode reconhecer o resultado. Não sejamos cúmplices de ditadores de estimação”, publicou.

Em nota, o candidato Guilherme Boulos (PSOL) diz estar acompanhando “com preocupação a situação da Venezuela”. “Vamos esperar a posição da diplomacia brasileira, que está monitorando de perto a situação no país e aguardando a divulgação das atas das sessões eleitorais”.

O candidato José Luiz Datena (PSDB) disse ser “inaceitável” o resultado. Para ele, Maduro significa “uma ameaça à democracia”.

“Simplesmente inaceitável o resultado dessa eleição, que não pode ser o resultado verdadeiro. Esse Maduro é uma ameaça à democracia, não só ao país dele, povo pacato e amigo do Brasil, mas à América do Sul. É inaceitável um anti-democrata, um cidadão ditador como esse, continuar destruindo a Venezuela. Inaceitável, inaceitável. Simplesmente cartas marcadas e inaceitável esse tipo de eleição. É um anti-democrata e realmente o rechaço é tudo que vem a desse Maduro. Infelizmente para o povo venezuelano e para o Brasil, que faz fronteira com a Venezuela. Lamentável. E para a democracia, ele é um mal à democracia.”

O pré-candidato Pablo Marçal (PRTB), afirmou em nota que o que ocorre hoje na Venezuela “é um atentado à democracia. Maduro se declara reeleito, quando todas as pesquisas apontavam sua derrota esmagadora. É trágico ver um país que já foi um dos mais ricos do mundo afundar seu povo na miséria sob esse regime totalitário. E mais triste ainda é saber que grande parte da esquerda brasileira sempre aplaudiu esses canalhas, apoiando uma ditadura que destrói vidas. Isso mostra o perigo real dessas ideologias e acende o alerta para todos nós”.

Pelas redes sociais, Tabata Amaral (PSB) falou em “fraude eleitoral”. De acordo com ela, “há todos os motivos para crer que o resultado não corresponde ao que o povo venezuelano manifestou nas urnas.”

A candidata do Novo, Marina Helena, também classificou o resultado como uma “fraude”.

“Desde o início, a ditadura de Maduro impediu observadores de acompanhar instalações das urnas e apuração dos votos”, escreveu.

 

O que disse o governo brasileiro?

O Ministério das Relações Exteriores disse, nessa segunda-feira (29), que “saúda o caráter pacífico da jornada eleitoral de ontem na Venezuela e acompanha com atenção o processo de apuração”.

A pasta reafirmou o “princípio fundamental da soberania popular” e diz aguardar a “publicação pelo Conselho Nacional Eleitoral de dados desagregados por mesa de votação”.

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ainda não se manifestou sobre a eleição.

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