Oruam: Relembre polêmicas envolvendo o rapper

O rapper Oruam deixou a delegacia no Rio de Janeiro após ser preso durante uma operação da Polícia Civil na manhã desta quarta-feira (26). Autuado em flagrante pelo crime de favorecimento pessoal após um foragido ser encontrado em sua casa, o artista coleciona uma série de polêmicas nos últimos meses.

Oruam foi solto na ocorrência de hoje após assinar um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), um registro feito para crimes de menor potencial ofensivo, com pena máxima de até dois anos.

Ele foi preso em flagrante por favorecimento pessoal, depois que a Polícia Civil encontrou um foragido da Justiça dentro de sua casa, durante uma operação de busca e apreensão. “Não sabia que ele era traficante. Sou inocente”, declarou o artista antes de entrar no carro de sua equipe.

Disparos em condomínio no interior de SP

A operação deflagrada pela Polícia Civil do Rio nesta quarta ocorreu no âmbito de uma investigação contra Oruam por um disparo de arma de fogo no interior de São Paulo, em dezembro de 2024.

Ele foi indiciado pela Polícia Civil pelo disparo “após ter colocado em risco a integridade física de diversas pessoas“. O incidente ocorreu em um condomínio de Igaratá, no interior de São Paulo.

Agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) cumpriram dois mandados de busca e apreensão em endereços do artista.

Na casa de Oruam, foi preso um foragido da Justiça pelo crime de organização criminosa, identificado como Yuri Pereira Gonçalves, de 25 anos.

Outra detenção há menos de uma semana

Oruam foi detido há menos de uma semana, na última quinta-feira (20), após ser abordado em uma blitz, no Rio de Janeiro.

O artista foi encaminhado à 16ª Delegacia de Polícia Civil, na Barra da Tijuca (RJ). Segundo a polícia, ele foi encaminhado por policiais militares à delegacia, onde foi autuado em flagrante por direção perigosa. Ele pagou fiança e foi liberado.

Pelas redes sociais, Oruam postou um vídeo onde aparece fazendo manobras perigosas em frente a uma viatura da PM. O artista foi acusado de provocar a polícia para ser preso de propósito, com o intuito de promover seu novo álbum — o que ele negou.

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Lei anti-Oruam

No final de janeiro, a vereadora da capital paulista Amanda Vettorazzo (União Brasil) apresentou um projeto de lei que tem como objetivo proibir que a Prefeitura de São Paulo contrate artistas que façam apologia ao crime ou ao uso de drogas, que ficou conhecido como “Projeto anti-Oruam”.

Ao divulgar a proposta nas redes sociais, a vereadora escreveu: “quero proibir o Oruam de fazer shows em São Paulo! Chega de cantores de funk e rap fazendo apologia explícita ao crime organizado. Facções são inimigas e devem ser tratadas como tal. Em São Paulo, não!”, destacou.

O deputado federal Kim Kataguiri (União Brasil) também protocolou um projeto de lei que proíbe apologia ao crime organizado e ao consumo de drogas em shows e eventos contratados pelo Governo Federal.

Na proposta de Kataguiri, 46 deputados assinaram o projeto para ser protocolado. O texto, agora, aguarda despacho do presidente da Câmara para começar a ser discutido e tramitar em comissões da Casa.

No dia 11 de fevereiro, o cantor se manifestou sobre o projeto de lei nas redes sociais: “Eles sempre tentaram criminalizar o funk, o rap e o trap, coincidentemente o universo fez um filho de traficante fazer sucesso. Eles encontraram a oportunidade perfeita para isso, virei pauta política, mas o que vocês não entendem que a lei anti-Oruam não ataca só o Oruam, mas todos os artistas da cena”, escreveu.

Polêmica no Lollapalooza

Em 24 março de 2024, durante o festival Lollapalooza, em São Paulo, Oruam chamou atenção de quem assistia o show ao se apresentar no palco vestindo uma camiseta com a foto do pai, o chefe do Comando Vermelho (CV) Marcinho VP, e um pedido de “liberdade”.


Rapper Oruam homenageou o pai, Marcinho VP, durante show no Lollapalooza • Reprodução/Redes Sociais

O rapper foi criticado e respondeu nas redes sociais que o pai já pagou pelos seus erros.

Marcinho VP foi preso em agosto de 1996. Ele foi condenado a 36 anos de prisão por matar e esquartejar dois traficantes rivais em 1996.

O traficante é casado com Márcia Nepomuceno, pai de seis filhos e avô de dois netos. Um dos filhos de Marcinho VP é o rapper Oruam, nascido em 2001.

Este conteúdo foi originalmente publicado em Oruam: Relembre polêmicas envolvendo o rapper no site CNN Brasil.

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