A história de amor entre o Papa e Flores, seu bairro natal

BUENOS AIRES, 26 FEV (ANSA) – Por Alejandro Di Giacomo – Existe um sentimento muito especial entre o papa Francisco e o bairro de San José de Flores (ou apenas Flores), em Buenos Aires, capital da Argentina, onde Jorge Bergoglio nasceu (1936), frequentou o ensino fundamental (1943 a 1948), encontrou sua vocação sacerdotal (1953) e celebrou sua última missa antes de se tornar o líder da Igreja Católica.   

Justamente por essa ligação de amor incondicional, os moradores de Flores rezam, fazem missas, acendem velas e têm tanta preocupação com a frágil saúde do pontífice.   

O primeiro papa latino-americano nasceu em 17 de dezembro de 1936 – filho de Mario Giuseppe Bergoglio, um funcionário ferroviário da região italiana do Piemonte, e de Regina Maria Sivori Gogna, uma jovem argentina dona-de-casa de origem genovesa -, na casa de número 268 da rua Varela, em Flores.   

Hoje, no endereço, a prefeitura colocou um cartaz na residência de portas brancas onde se lê: “Aqui nasceu o papa Francisco”.   

Aos quatro anos, seus pais o matricularam no jardim de infância do Instituto Nossa Senhora da Misericórdia, onde ainda existe a memória do menino correndo para cima e para baixo.   

Bergoglio foi ordenado sacerdote em 1969, mantendo sempre um grande carinho pela igreja de Flores.   

“Mesmo quando se tornou arcebispo em Buenos Aires, ele realizava as missas lá, mas sempre voltava para Flores”, contou à ANSA um padre, que preferiu manter-se em anonimato.   

“Quando ainda não havia a indicação de que poderia tornar-se papa, Francisco já tinha programado suas noites em Flores para depois que se aposentasse. Seu lar teria sido o quarto 13 da Casa Sacerdotal Monsenhor Mariano A. Espinosa, localizada na rua Condarco, 581”, explica uma mulher em oração.   

Uma das últimas missas públicas realizadas por Bergoglio como arcebispo em Buenos Aires foi nas ruas de Flores, em 11 de fevereiro de 2013.   

“Celebravam-se a festa as festas patronais da Paróquia Virgem Imaculada de Lourdes, mas, devido à quantidade de gente que compareceu, o trânsito teve de ser bloqueado, e Bergoglio celebrou uma missa na rua para 1,2 mil pessoas”, lembrou ainda o padre.   

Com a internação do Papa em 14 de fevereiro devido a uma pneumonia bilateral, Flores está em oração por seu filho preferido. “Flores o ama, como Francisco nos ama”, disse uma fiel. (ANSA).   

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