Ciclone Garance deixa pelo menos três mortos na ilha francesa da Reunião

Pelo menos três pessoas morreram nesta sexta-feira (28) com a passagem do ciclone Garance pela Reunião, descrito como “brutal e violento” pelo prefeito da ilha francesa no Oceano Índico, que segue em estado de alerta.

Às 14 horas (11h em Brasília), 182.000 casas estavam sem eletricidade, 171.000 sem acesso à água e 134.000 sem Internet, segundo a prefeitura. O ciclone também deixou 342 antenas de telecomunicações fora de serviço e 847 pessoas estavam em abrigos de emergência.

O alerta violeta, o mais alto, que implica em confinamento total, incluindo as forças de ordem e os serviços de emergência, foi suspenso ao meio-dia (5 da manhã em Brasília).

No entanto, o alerta vermelho, que ordena o confinamento da população, segue vigente, já que as condições continuavam sendo perigosas, especialmente no noroeste, alertou a Meteo France.

“Esse fenômeno foi mais violento que o Belal”, afirmou o prefeito. O ciclone Belal, que atingiu a Reunião em 15 de janeiro de 2024, causou a morte de quatro pessoas e provocou danos de mais de 100 milhões de dólares (538 milhões de reais em valores da época), segundo números da France Assureurs.

“Os ventos mais mais destrutivos” se distanciaram ao meio-dia, indicou o prefeito. Durante a passagem do ciclone, o serviço meteorológico francês registrou rajadas de 214km/h no aeroporto da ilha e de 230km/h no piton Sainte Rose, no extremo leste.

Na redes sociais, circulam vídeos que mostram ruas completamente inundadas, com torrentes de água descendo pelas encostas, especialmente em Saint Denis e Saint André (leste), assim como carros arrastados pela corrente.

Garance, “que tocou terra às 10h (3 da manhã em Brasília) no norte da Reunião”, segundo a Météo-France, “impactou a ilha com intensidade raramente alcançada”, destacou no X o ministro francês do Interior, Bruno Retailleau, elogiando o “compromisso” das equipes mobilizadas sob a autoridade do prefeito.

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