Gestora Rio Bravo cancela captação de recursos para compra de fatia do Shopping Higienópolis

A Rio Bravo, gestora do fundo imobiliário Shopping Pátio Higienópolis (SHPH11), cancelou a oferta pública aberta em janeiro, e que visava a captação de até R$ 400 milhões para comprar uma participação adicional no empreendimento. A Rio Bravo afirmou que a decisão de cancelar a oferta ocorreu diante de um cenário “muito estressado” para os fundos imobiliários.

“Infelizmente, a janela do mercado fechou completamente para esse tipo de estratégia e trouxe volatilidade para as cotas do fundo”, afirmou a sócia e diretora de investimentos imobiliários da Rio Bravo, Anita Scal, em nota.

O fundo SHPH11 já tem uma participação de 25,7% no Shopping Higienópolis. Com os recursos da oferta de cotas, o plano era aumentar sua participação para 40,46%.

A movimentação veio na esteira da venda de 50,1% do shopping pela Brookfield para um consórcio liderado pelo Iguatemi em parceria com outros fundos. O negócio foi acertado no fim do ano passado por cerca de R$ 2,6 bilhões.

Em paralelo ao cancelamento da oferta, a Rio Bravo comunicou que vendeu o direito de preferência referente à aquisição da participação complementar no shopping. Assim, os cotistas do SHPH11 receberão um valor estimado em cerca R$ 20 por cota, equivalente a um ganho de 2,1% ao mês.

O valor será pago em dinheiro pelos compradores do Shopping Higienópolis. Entretanto, o prêmio somente será pago caso todas as condições precedentes sejam devidamente cumpridas.

A Rio Bravo afirmou que o prêmio representa uma oportunidade estratégica para os cotistas, com “benefícios financeiros imediatos e um alto retorno potencial”. “A Rio Bravo ativamente costurou uma operação que gerava ganho para os cotistas, mesmo em caso de não aumentar posição, vendendo o direito de preferência do fundo. Isso gerou um prêmio aos cotistas extremamente relevante e que pode ser bem rentabilizado aproveitando o momento de mercado”, disse Scal.

Embora a compra da participação adicional no shopping fosse a prioridade da Rio Bravo, uma possível venda do direito de preferência já havia sido discutida como plano B no ano passado. Naquele momento, a subida de juros já começava a afastar investidores de ofertas de cotas por fundos imobiliários.

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