Jornalista publica planos de guerra dos EUA obtidos em chat

WASHINGTON, 26 MAR (ANSA) – O editor-chefe da Atlantic, Jeffrey Goldberg, incluído acidentalmente em um grupo do alto escalão do governo Trump no aplicativo de mensagens Signal, publicou nesta quarta-feira (26) na revista “os planos de guerra” que teve acesso na conversa privada.   

Segundo o jornalista, a decisão foi tomada depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o secretário da Defesa e os líderes da inteligência afirmaram que não havia planos de guerra ou material confidencial no chat.   

Em resposta, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que “aqueles não eram planos de guerra” e que “toda esta história é outra farsa escrita por um ‘odiador’ de Trump, conhecido pela sua retórica sensacionalista”.   

Hoje, a revista “The Atlantic” publicou capturas de tela de mensagens enviadas entre funcionários de alto escalão do governo Trump, incluindo o secretário de Defesa, Pete Hegseth; o vice-presidente J.D Vance; e o secretário de Estado Marco Rubio, através do app Signal, detalhando o momento e os objetivos dos ataques militares contra os rebeldes houthis, no Iêmen.   

A reportagem argumenta que a narrativa da Casa Branca justifica uma divulgação tão completa quanto possível.   

Além disso, explica que decidiu que “há um claro interesse público na divulgação deste tipo de informação em que os conselheiros de Trump incluíram em canais de comunicação não seguros”, especialmente porque figuras do alto escalão da administração “estão tentando minimizar o significado das mensagens que foram compartilhadas”.   

Nem todas as mensagens foram publicadas (a revista optou por não divulgar o nome de um agente da CIA que serviu como chefe de gabinete do diretor da agência, John Ratcliffe), mas a The Atlantic revelou a maior parte delas em formato de imagem.   

As conversas mostram informações detalhadas sobre os tipos de aeronaves usadas para atacar os houthis e o momento do ataque.   

Também foram reveladas as opiniões sinceras de altos funcionários da administração Trump, incluindo Vance, Hegseth e o conselheiro de Segurança Nacional Mike Waltz. (ANSA).   

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