A volta de Swedenberger Barbosa ao Palácio do Planalto

Braço direito de José Dirceu no primeiro governo Lula, ex-secretário executivo de Nísia Trindade no Ministério da Saúde, o professor Swedenberger Barbosa está de volta ao Palácio do Planalto. Ele foi nomeado nesta quarta-feira, 26, como chefe do Gabinete Adjunto de Gestão Interna do Gabinete Pessoal do Presidente da República.

Assim que saiu da Saúde, em meio a demissão de Nísia Trindade e a chegada à pasta de Alexandre Padilha, Berger, como é conhecido, chegou a ser cotado para ser o número 2 de Gleisi Hoffmann na Secretaria de Relações Institucionais. No entanto, o nome dele não foi o escolhido pela ministra e ele voltou para a Universidade de Brasília (UnB), onde é professor. Segundo petistas históricos, Lula não abriu mão de tê-lo no governo e mandou nomeá-lo para seu Gabinete Pessoal.

Essa não é a primeira vez que Lula resgata Berger para o Planalto. Em junho de 2005, quando Dirceu deixou o Planalto em meio ao escândalo do mensalão, Berger também foi exonerado, a pedido, do cargo de secretário-executivo da Casa Civil. Na ausência de Dirceu, era ele o responsável por assinar as ações administrativas da pasta que eram publicadas no DOU (Diário Oficial da União). Ele ficou lotado por sete meses no Ministério da Previdência, mas acabou sendo chamado de volta por Lula para o cargo de assessor especial do presidente.

Filiado ao PT desde a década de 1980, Berger foi um defensor de Dirceu quando o então subchefe de Assuntos Parlamentares, Waldomiro Diniz, foi flagrado em uma gravação em que pedia propina ao empresário de jogos Carlinhos Cachoeira. Ele não teve seu nome envolvido nas denúncias.

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