Tarifaço de Trump: Europa se declara pronta para responder com medidas fortes se for preciso


‘Nosso objetivo é uma solução negociada. Mas, é claro, protegeremos os nossos interesses, o nosso povo e as nossas empresas’, disse a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. União Europeia ameaça retaliar novas tarifas ompostas por Trump
O presidente Donald Trump prometeu anunciar nesta quarta-feira (2) novas tarifas sobre produtos importados pelos Estados Unidos— e a União Europeia avisou que vai reagir.
Se no fronte das armas se negocia uma trégua com sérias dificuldades, na guerra comercial se combate com ameaças e respostas antecipadas. A União Europeia está pronta para responder às tarifas comerciais dos Estados Unidos com fortes contra-medidas — e não escondeu isso.
“Nosso objetivo é uma solução negociada. Mas, é claro, protegeremos os nossos interesses, o nosso povo e as nossas empresas”, disse a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. ” As tarifas só vão alimentar a inflação, exatamente o oposto do que queríamos alcançar.”
Von der Leyen afirmou que a Europa tem muitas cartas na manga:
“Não fomos nós que começamos. Se for necessário, temos um forte plano para retaliar e o usaremos”.
Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia
Reprodução/TV Globo
Depois dos impostos que o presidente Trump passou a cobrar sobre o alumínio, o aço e automóveis, o bloco europeu chegou a anunciar tarifas sobre produtos americanos, mas adiou a aplicação para meados de abril, enquanto decide quais produtos taxar. Para quarta-feira (2), os europeus esperam tarifas que entrarão em vigor imediatamente. A porta-voz do governo americano disse que será um dia histórico, com o objetivo de restaurar a competitividade da economia americana.
Na Itália, os produtores de vinho estão muito preocupados, e as exportações para os Estados Unidos estão paralisadas por causa da incerteza sobre as tarifas. Trump ameaçou aplicar um imposto de 200% sobre o vinho e outras bebidas alcoólicas da União Europeia. Distribuidor de vinhos de Roma Camilo Bernabei, quarta geração de uma enoteca, diz que há milhões de garrafas bloqueadas nos portos italianos:
“Tememos pelo futuro das grandes empresas que vendem para os Estados Unidos. O medo é justificado. Muitas delas podem fechar”, afirma.
As exportações de vinhos e espumantes italianos para os Estados Unidos aumentaram 41% em novembro de 2024 — um recorde. Os Estados Unidos representam 24% das exportações de vinho italiano. Um negócio de quase US$ 2 bilhões de dólares.
Em menos de 24 horas se saberá quais serão as próximas batalhas desta nova guerra.
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