Reunião de aplicativos com entregadores termina sem acordo e greve continua

Na última terça-feira (1º), a reunião entre aplicativos de entrega e entregadores terminou sem acordo, prolongando a greve que já se estende por dois dias em várias cidades do Brasil. Os entregadores estão firmes em suas reivindicações, que incluem uma taxa mínima de R$ 10 por corrida de até 4 km, aumento do valor para R$ 2,50 por km, limitação das entregas com bicicletas a um raio máximo de 3 km e pagamento integral da taxa por cada pedido, mesmo em entregas agrupadas na mesma rota. Gabriel Pinheiro, diretor da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes, destacou a importância de manter o diálogo para chegar a um consenso, já que 30% do faturamento dos estabelecimentos vem das entregas.

O Sindicato dos Mensageiros Motociclistas, Ciclistas e Mototaxistas do Estado de São Paulo tem se posicionado fortemente ao lado dos entregadores, afirmando que eles enfrentam longas jornadas de trabalho e recebem valores insuficientes para uma renda mensal razoável ou para investir em equipamentos de segurança. O diretor da Brasel ressaltou que o setor de bares e restaurantes foi um dos mais impactados durante a pandemia, sendo um dos primeiros a fechar e um dos últimos a reabrir. Ele enfatizou a necessidade de mais apoio governamental, destacando que o setor é um dos maiores empregadores do país e precisa de políticas públicas que o apoiem.

A paralisação dos entregadores tem gerado um impacto significativo nos bares e restaurantes, especialmente em São Paulo. A Associação de Bares e Restaurantes de São Paulo informou que a greve afetou drasticamente o setor. Um levantamento realizado com associados da capital paulista revelou que empresários que operam exclusivamente com o aplicativo iFood tiveram uma queda de 100% nas entregas durante a paralisação, conhecida como “Breque dos Apps”. A entidade reforça a necessidade de soluções que atendam tanto os interesses dos entregadores quanto dos estabelecimentos, para minimizar os impactos econômicos no setor.

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Diante desse cenário, a busca por um consenso se torna cada vez mais urgente. A continuidade da greve pode acarretar prejuízos ainda maiores para o setor de alimentação, que já enfrenta desafios significativos. A mediação entre as partes envolvidas é crucial para encontrar um equilíbrio que permita a sustentabilidade dos negócios e a dignidade dos trabalhadores. O diálogo aberto e a disposição para negociar são fundamentais para superar este impasse e garantir que tanto os entregadores quanto os estabelecimentos possam operar de maneira justa e eficiente.

*Com informações de Carlos Martins 

*Reportagem produzida com auxílio de IA

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