Astro de ‘Batman’ e ‘Top Gun’, Val Kilmer morre aos 65 anos

ROMA, 2 ABR (ANSA) – O ator Val Kilmer, famoso por seus papéis em franquias de sucesso, incluindo “Batman Eternamente” e “Top Gun”, morreu na última terça-feira (1º), em Los Angeles, aos 65 anos.   

A informação foi divulgada ao jornal “The New York Times” pela filha do astro de Hollywood, Mercedes Kilmer, que revelou que o pai faleceu em decorrência de complicações de uma pneumonia.   

Além dela, o norte-americano deixou outro filho, o também ator Jack Kilmer. Entre os personagens mais marcantes vividos por Kilmer estão o lendário vocalista Jim Morrison, em “The Doors” (1991), de Oliver Stone; o piloto de caça Iceman, em “Top Gun” (1986), de Tony Scott; e Bruce Wayne, em ‘Batman Eternamente’ (1995), de Joel Schumacher.   

Em 2014, o ator foi diagnosticado com câncer de garganta, mas se recuperou posteriormente, em 2021. Entretanto, a cirurgia de traqueotomia afetou sua voz e interrompeu sua carreira.   

Por isso, em 2022, Kilmer contou com a ajuda da inteligência artificial para reaparecer nas telonas para reprisar seu papel como Iceman, em “Top Gun: Maverick” (2022), após a insistência de seu amigo e colega de elenco Tom Cruise.   

No auge de seu sucesso na década de 1980, Kilmer cortejava Cher e Cindy Crawford, ganhava US$ 6 milhões por filme e tinha a reputação na indústria de ser uma pessoa “impossível de se lidar”. Ron Howard, que dirigiu o filme de fantasia sombria “Willow”, de 1987, chamou-o de “infantil” e “insuportável”.   

Já no final das filmagens de “Batman Eternamente” (1995), Schumacher disse não gostar de Kilmer. “Não gosto de sua ética de trabalho e não quero mais ser associado a ele”.   

Nascido em 31 de dezembro de 1959 em Los Angeles, Kilmer cresceu em Chatsworth, nos arredores da megalópole californiana, onde seu pai trabalhava no mercado imobiliário. Sua mãe veio de uma família sueca.   

Quando os dois se divorciaram, o futuro Batman tinha 9 anos e, junto com seus dois irmãos, continuou morando com o pai. Quando menino, ele participou de peças da escola e apareceu em alguns comerciais.   

Aos 16 anos, foi aceito na aula de atuação da prestigiosa escola Julliard, em Nova York. Do outro lado do país, ele deu seus primeiros passos como ator profissional, ao lado de Kevin Bacon e Sean Penn, na comédia off-Broadway de 1983 “The Slab Boys”.   

Sua estreia na televisão aconteceu com um especial da emissora “ABC” sobre dirigir embriagado: ao lado dele estava uma jovem Michelle Pfeiffer, a quem mais tarde dedicou um livro de poemas, que hoje é vendido por US$ 400 o exemplar.   

Em sua transição para o cinema, as escolhas de Kilmer foram bastante excêntricas. Em 1983, por exemplo, ele recusou um papel em “The Outsiders”, de Francis Ford Coppola, porque estava ocupado com o teatro.   

Três anos depois, ele recusou a oferta de David Lynch para estrelar “Veludo Azul”. Em vez disso, ele fez sua estreia no cinema como um astro do rock dos anos 1950 na paródia do filme de espionagem “Top Secret!” (de 1984).   

Então, sem dizer uma palavra, ele desapareceu por mais de um ano, para fazer um mochilão pela Europa. Ao retornar, ele interpretou o papel que mudou sua vida e o tornou conhecido pelo público do mundo todo: o piloto rival de Maverick no clássico de 1986, “Top Gun”.   

Em 2020, Kilmer publicou seu livro de memórias, “I’m Your Huckleberry”, uma referência à sua famosa fala como o pistoleiro alcoólatra Doc Holliday no filme de faroeste “Tombstone” (1993).   

Em Los Angeles, na Melrose Avenue, ele fundou também o Kamp Kilmer, um espaço que fica a meio caminho entre uma galeria de arte e um centro comunitário aberto a poetas, pintores, músicos e diretores, onde o antigo cavaleiro das trevas de Hollywood costumava terminar seus dias. (ANSA).   

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