Relator pede cassação de Glauber Braga por quebra de decoro

O deputado Paulo Magalhães (PSD-BA) votou pela cassação do deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) por quebra de decoro parlamentar após expulsar um militante do Movimento Brasil Livre (MBL) da Câmara dos Deputados em abril do ano passado. O Conselho de Ética deve votar ainda nesta quarta-feira, 2, se acata ou não a denúncia.

+ Vídeo: deputado Glauber Braga expulsa integrante do MBL da Câmara aos chutes

Braga é acusado de agredir Gabriel Costenaro no dia 16 de abril do ano passado. De acordo com o relatório, o parlamentar teria agredido fisicamente o militante após uma discussão.

Na época, Glauber Braga afirmou, em depoimento à Polícia Legislativa, que já havia sido intimidado por Costenaro em outras oportunidades. Ele afirma que tomou a atitude de expulsa-lo da Câmara após ser provocado.

“Em apuração, foi o representado quem abortou Gabriel Costenaro nas acusações que se seguiu com a troca de ofensas. E, por mais que o deputado Glauber argumente que repeliu uma injusta agressão, percebe-se nitidamente que ele não agiu de forma moderada”, disse Magalhães.

Na delegacia, Braga começou a discutir com o deputado Kim Kataguiri (União Brasil-SP), que também acusou o psolista de tentar agredi-lo. O caso também foi citado pelo relator do caso.

Paulo Magalhães ainda listou casos polêmicos em que Glauber Braga esteve envolvido. Em uma delas, Magalhães lembrou quando Braga chamou o ex-presidente da Câmara Arthur Lira (Progressistas-AL) de “bandido”. Outra lembrança colocada no relatório foi uma discussão durante uma sessão da Comissão de Segurança Pública.

Com o voto do relator, o Conselho de Ética deverá votar se aprova, ou não, o pedido de cassação de Glauber Braga. A tendência é que a comissão siga o relator e envie o parecer para apreciação no plenário da Câmara dos Deputados.

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