Vaticano recorda 20 anos de morte de João Paulo II com missa

VATICANO, 2 ABR (ANSA) – O Vaticano recordou nesta quarta-feira (2) o aniversário de 20 anos da morte do papa João Paulo II, cujo pontificado durou 26 anos, com uma missa na Basílica de São Pedro.   

A celebração, liderada pelo secretário de Estado do Vaticano, o cardeal Pietro Parolin, reuniu diversas personalidades e políticos, incluindo a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni.   

“Esta celebração eucarística acontece com gratidão e alegria, porque nos reúne na abençoada memória da morte de um santo, João Paulo II”, disse Parolin no início de sua homilia.   

Recordando “aqueles dias de 20 anos atrás”, o cardeal citou a Via Sacra da Sexta-feira Santa no Coliseu, “acompanhada pela imagem do Papa abraçando a cruz em sua capela”, e sua aparição na janela da praça “para uma bênção pascal”.   

“Então a multidão se reuniu em antecipação ao encontro do nosso querido Papa com o Senhor. E depois um afluxo crescente, imparável, inimaginável, cheio de afeto e gratidão à figura do Pontífice polonês que agora retornou à Casa do Pai”, contou.   

O secretário de Estado da Santa Sé destacou ainda “a extraordinária coragem e constância do testemunho de fé de João Paulo II”, que “nunca procurou agradar aos homens, mas a Deus”.   

O religioso definiu Karol Wojtyla como “um peregrino incansável até os confins da terra para levar a vocês o anúncio do Evangelho de Jesus”. “Suas palavras continuam a nos inspirar e ecoar nas de seu sucessor Francisco, também hoje, também neste novo Jubileu”, afirmou.   

Durante sua intervenção, Parolin também recordou a convicção expressa por João Paulo II desde sua “primeira e inesquecível homilia na inauguração de seu pontificado: ‘Não tenham medo, abram, ou melhor, escancarem as portas para Cristo’”.   

Segundo ele, esta foi “uma determinação com a qual poderia dirigir-se com autoridade e firmeza não só aos fiéis católicos, mas também ao povo e aos governos, para que tomassem consciência da sua responsabilidade na defesa da justiça, da dignidade das pessoas humanas e da paz”.   

“Recordamos com gratidão e admiração seu incansável serviço pela paz, suas apaixonadas advertências, as iniciativas diplomáticas para tentar evitar guerras até o fim. E isso até os últimos tempos de sua vida, e embora muitos de seus apelos infelizmente tenham permanecido inauditos, como também acontece com grandes profetas”, concluiu Parolin.   

No final da missa, o cardeal Stanislaw Dziwisz, arcebispo emérito da Cracóvia e ex-secretário pessoal do Pontífice polonês, colocou uma vela acesa no túmulo de Wojtyla, na Basílica Vaticana.   

Por sua vez, o cardeal vigário de Roma, Baldo Reina, fez uma oração, enquanto autoridades polonesas depositaram flores em homenagem a João Paulo II. Estavam presentes os embaixadores na Santa Sé, Adam Kwiatkowski, e na Itália, Ryszard Schnepf; além de Malgorzata Paprocka, chefe da chancelaria do presidente da Polônia, Andrzej Duda. (ANSA).   

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