Polícia apreende 49 toneladas de coltan extraídas na selva colombiana com destino à China

A polícia colombiana informou, nesta quarta-feira (2), que apreendeu 49 toneladas de coltan e estanho extraídas por rebeldes dissidentes das Farc em uma região de selva na fronteira com a Venezuela, quando estavam prestes a ser enviados para a China.

A demanda global por coltan disparou porque ele é usado para extrair tântalo, um metal usado na fabricação de celulares, computadores e até armas. Sua exploração gera graves conflitos ambientais e sociais em diversas regiões do mundo.

A apreensão resultou em “seis prisões e um golpe significativo nas finanças criminosas que destroem recursos naturais”, disse o Ministério da Defesa no X.

O carregamento interceptado na cidade de Villavicencio é produto do garimpo ilegal em Guainía e Vichada (leste), dois departamentos de selva quase desabitados e com enorme biodiversidade que fazem fronteira com a Venezuela.

“A intenção era que fosse vendido internacionalmente, tendo a China como destino final através do porto de Cartagena”, disse em um comunicado o brigadeiro-general José James Roa Castañeda, diretor de Carabineros e de Proteção Ambiental.

Guerrilhas e redes criminosas exploram os povos indígenas dessas regiões pagando-lhes cerca de US$ 7 (R$ 40) por quilo de coltan extraído, valor que chega a US$ 20 (R$ 113) em Bogotá antes de dobrar de preço quando chega aos mercados da Ásia e da Europa, de acordo com a instituição.

As autoridades colombianas avaliaram a carga apreendida em US$ 1,2 milhão (R$ 6,8 milhões).

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