Ministra afirma que Reino Unido não quer ‘agir com pressa’ sobre tarifas de Trump

A ministra das Finanças do Reino Unido, Rachel Reeves, afirmou que o país não quer “agir com pressa” diante das tarifas que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve anunciar nesta quarta-feira, 2, contra diversos países. “Vamos ver primeiro como outros países respondem às sobretaxas. Já discuti também com vários países da União Europeia sobre qual poderia ser a melhor medida em contrapartida às tarifas americanas”, destacou.

Durante discurso no Parlamento britânico, uma semana após as projeções de primavera, Reeves enfatizou as “boas relações” comerciais com os EUA e ressaltou que o primeiro-ministro Keir Starmer “está em conversas” com Washington para aprimorar os acordos bilaterais. “Não vamos fazer nada que possa prejudicar nosso acordo econômico com os EUA e não queremos ver barreiras comerciais para o Reino Unido com outros países”, acrescentou. “Entendo a posição dos EUA. O governo americano está focado em melhorar a competitividade da economia global.”

“Mesmo que avancemos no acordo com os EUA, ainda não estamos totalmente fora de perigo. Seremos impactados pelas tarifas, mesmo com um acordo com os americanos”, avaliou Reeves. Segundo ela, o maior impacto econômico não virá das tarifas em si, “mas sim de retaliações”.

A ministra também destacou que o Reino Unido buscará fortalecer relações comerciais com outros países, citando a Índia como exemplo.

Sobre a economia interna, Reeves reafirmou que o país terá “o maior nível de construção de moradias em 40 anos”. Segundo ela, o volume de novas construções deve impulsionar a criação de empregos. O Tesouro já havia anunciado anteriormente novos investimentos no setor.

“Nós queremos ver crescimento econômico no Reino Unido. Precisamos reconhecer que há investimentos em diversas e variadas áreas no país”, destacou Reeves.

A ministra também reforçou que o crescimento econômico é essencial para a competitividade interna.

Reeves ainda anunciou que as revisões de gastos trienais passarão a ocorrer a cada dois anos. Com a mudança, o último ano de um período de revisão será sobreposto ao primeiro do próximo ciclo.

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