Influencers investigados por rifas na internet aceitam fazer acordo com MP

O influenciadores digitais Gladison Pieri e Pamela Pavão aceitaram fazer um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) com o Ministério Público do Rio Grande do Sul para não serem processados.

O casal de Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre, foi indiciado pela Polícia Civil por conta de um esquema ilegal de rifas feitas pelas redes sociais. No indiciamento, a polícia apontou os crimes de contravenção de jogo de azar e lavagem de dinheiro.

Os suspeitos divulgavam rifas com prêmios como casas, apartamentos, motos, dinheiro e carros de luxo por meio da internet, o que é considerado ilegal.

Segundo a polícia, os prêmios eram entregues, porém sempre para pessoas próximas aos influenciadores. Contudo, de acordo com o MP, “as hipóteses de não entrega de prêmios, fraude, entrega para pessoas próximas a eles, etc, margearam a investigação e não foram aprofundadas no inquérito policial”. Por isso, houve arquivamento dos autos em relação aos crimes de associação criminosa, coação no curso do processo e crime contra a economia popular.

A polícia diz que o casal também praticava lavagem de dinheiro, com movimentação de milhões de reais em contas bancárias. Esses valores eram misturados com outros obtidos por meio de empresas dos suspeitos, que prestavam serviços ou vendiam produtos paralelos.

Ao longo da investigação, o casal chegou a ser preso. Pamela foi liberada após prestar depoimento. Já Gladison, preso em flagrante por porte ilegal de arma, foi solto após pagar fiança.

Em nota, o MP-RS disse que “segue com a apuração sobre casal de influenciadores digitais de Canoas investigado pelo golpe das rifas virtuais. O promotor de Justiça Tiago Moreira, responsável pelo caso, informa que pediu prazo de 90 dias para a realização do Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) e, após autorização, está agendando data para audiências sobre os termos da medida.”

Este conteúdo foi originalmente publicado em Influencers investigados por rifas na internet aceitam fazer acordo com MP no site CNN Brasil.

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