Netinho revela que concluiu etapa de tratamento contra câncer: ‘Tudo certo’

Diagnosticado com câncer no sistema linfático em fevereiro, o cantor Netinho, de 58 anos, atualizou seu quadro clínico na manhã deste sábado, 5. Em seu perfil no Instagram, o baiano informou que está no Hospital Aliança Star, em Salvador, na Bahia, e que concluiu a segunda etapa do tratamento oncológico.

“Estou de volta ao Hospital Aliança Star em Salvador para a segunda fase da minha quimioterapia. Cometi um erro no vídeo de ontem. Anteontem, não instalaram o segundo saquinho; foi o terceiro saquinho da quimioterapia. Hoje é o quarto dia dessa segunda fase. É o último dia. Não tive nenhum efeito colateral, nenhuma dor e não precisei de nenhum tipo de cama. Tudo certo. Vamos que vamos”, contou Netinho no Instagram.

Na legenda da publicação, ele ainda acrescentou: “Estou de mãos dadas com Jesus Cristo, com muita coragem, disciplina, vontade e positividade. Há muita luz ao meu redor. Muita alegria e amor próprio para todos aqueles que têm uma mente, um coração e uma alma bons!”

Em 2013, Netinho foi diagnosticado com pequenos tumores benignos no fígado. Na época, o resultado da biópsia descartou a presença de câncer.

Devido à internação, o cantor cancelou toda a sua agenda de apresentações para o Carnaval de 2025. Netinho ganhou destaque na década de 1990 com sucessos como “Milla”, “Capricho dos Deuses” e “A Vida é Festa”.

Câncer no sistema linfático

À reportagem da IstoÉ Gente, a Dra. Daniélle Amaro, médica oncologista e cofundadora do canal Longidade, explica a doença que acomete o cantor Netinho. Entenda!

O que é câncer no sistema linfático?

O câncer do sistema linfático, também conhecido como linfoma, refere-se a um grupo de doenças malignas que afetam o sistema linfático, uma parte vital do sistema imunológico. Ele pode surgir quando os linfócitos (células brancas do sangue) sofrem mutações e se multiplicam de forma descontrolada. Esse tipo de câncer tem incidência variável dependendo do tipo (linfoma de Hodgkin e linfoma não-Hodgkin), com diferenças significativas na faixa etária afetada.

O linfoma de Hodgkin corresponde a cerca de 0,5% a 1% dos casos, enquanto o linfoma não-Hodgkin representa 4% de todos os cânceres diagnosticados anualmente, com um aumento na incidência ao longo dos últimos anos, principalmente devido ao envelhecimento da população.

Causas

As causas específicas não são completamente compreendidas, mas fatores de risco incluem predisposição genética, infecções virais, como o vírus Epstein-Barr, exposição a certos produtos químicos, como agrotóxicos, pesticidas e solventes industriais, além de exposição à radiação e ao diagnóstico de imunodeficiências.

Diagnóstico

O diagnóstico se inicia com a observação dos sintomas da doença, que incluem: gânglios linfáticos aumentados, febre, suores noturnos, perda de peso, fadiga extrema, prurido, dores no peito, dificuldade respiratória, náuseas e dor abdominal.

Em muitos casos, os sintomas são leves no início e podem ser confundidos com outras condições, como infecções ou doenças autoimunes. Assim, se você ou alguém apresentar esses sintomas de forma persistente ou inexplicável, é essencial procurar um médico para uma avaliação mais detalhada. Essa avaliação envolve uma combinação de exames físicos, exames de imagem, como tomografia e ressonância magnética, biópsia de linfonodos afetados e análises laboratoriais para avaliar o tipo e estágio do câncer. Avanços recentes também incluem testes genéticos e marcadores moleculares que auxiliam na determinação do tratamento mais eficaz.

Tratamento

O tratamento do câncer linfático, seja de Hodgkin ou não-Hodgkin, evoluiu consideravelmente nos últimos anos. A quimioterapia e a radioterapia continuam sendo os pilares do tratamento, mas a imunoterapia e a terapia-alvo, além do transplante autólogo de células-tronco hematopoiéticas, oferecem novas opções, especialmente para casos refratários ou recidivantes. A combinação de diferentes abordagens, como a imunoterapia com quimioterapia, tem mostrado melhores taxas de sucesso atualmente, tornando o tratamento mais personalizado e eficaz.

A imunoterapia é constituída por medicamentos que utilizam o sistema imunológico do corpo para atacar células cancerígenas, enquanto a terapia-alvo é feita por meio de medicamentos que identificam e atacam células cancerígenas de forma mais precisa, sem afetar significativamente as células saudáveis do corpo.

O transplante autólogo de células-tronco hematopoiéticas pode ser utilizado quando o linfoma não responde ao tratamento inicial ou quando ocorre uma recidiva da doença após um tratamento padrão. Este procedimento envolve o uso de células-tronco do próprio paciente ou de um doador para reconstituir a medula óssea após um tratamento de quimioterapia de alta dose.

Prevenção

A prevenção é difícil devido à complexidade das causas, mas evitar exposições conhecidas a produtos químicos nocivos, manter um estilo de vida saudável e buscar o diagnóstico precoce podem ajudar.

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