Ouro recua, mas fica próximo das máximas com incertezas econômicas

Os contratos futuros de ouro cederam, mas permanecem próximos das máximas históricas. A expectativa sobre o impacto das tarifas recíprocas de 2 de abril e a perspectiva de crescimento econômico dos EUA sustentam uma visão altista para o ouro nos próximos três meses, segundo analistas do Citi.

O contrato de ouro para abril encerrou a sessão com queda de 0,11%, a US$ 3.022,5 por onça-troy, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex). Na máxima intraday, o metal atingiu US$ 3.036,1 a onça-troy.

Durante a manhã, o metal dourado chegou a avançar para perto da máxima histórica, enquanto a demanda por refúgio de segurança se mantinha. No entanto, a alta nos juros dos Treasuries impedia maiores avanços, e o ouro oscilava próximo à estabilidade.

O metal precioso acumula alta de quase 14% desde janeiro, diante da crescente demanda por ativos seguros em meio à política comercial imprevisível de Trump, segundo analistas do ING.

As crescentes preocupações econômicas entre consumidores e empresas sobre o impacto das políticas do presidente americano estão impulsionando os preços do ouro, afirma Samer Hasn, da XS.com.

O relatório de confiança do consumidor da última terça-feira (25) ficou abaixo das expectativas, refletindo preocupações com a inflação, incertezas políticas impulsionadas por Trump e um crescente pessimismo sobre os cortes nas taxas de juros.

No lado dos negócios, o PMI do S&P Global mostrou preocupações semelhantes às dos consumidores. Ao mesmo tempo, a perspectiva negativa sobre a capacidade da China de se recuperar economicamente, diante da fraca demanda interna e ameaças de exportações, está alimentando ainda mais a demanda por ativos seguros, acrescenta Hasn.

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