O que está por trás da coroação de Virginia Fonseca como Rainha de Bateria no Rio?

Com apenas 25 anos, Virginia Fonseca já soma mais conquistas do que muita gente com o dobro de sua idade. Casada, mãe de três filhos e com um verdadeiro império digital que ultrapassa 53 milhões de seguidores, ela vem transformando carisma em negócios e audiência em autoridade. Recentemente, sua presença na TV também chamou atenção: natural diante das câmeras, mostrou que tem potencial para voos ainda maiores. O que mais falta para alguém que já conquistou quase tudo? Nos últimos tempos, ao que parece, a resposta dela tem sido: o Carnaval do Rio de Janeiro.

Desde o ano passado, alguns amigos próximos passaram a insistir na ideia de que a influenciadora precisa desfilar na Marquês de Sapucaí. E não como qualquer destaque, mas como rainha de bateria — um dos postos mais cobiçados do Carnaval brasileiro, símbolo de prestígio, poder e popularidade.

A lista de famosas que ocuparam essa posição conta com a atriz Paolla Oliveira, aclamada na Grande Rio; A apresentadora Sabrina Sato, ícone na Vila Isabel; Viviane Araújo, rainha eterna da Salgueiro. Ser rainha de bateria vai além do luxo e do brilho: trata-se de ocupar o centro das atenções em um dos maiores espetáculos do mundo, com respaldo da comunidade e envolvimento emocional com a escola.

Mas não é tarefa fácil. O posto é raro, disputado e muitas vezes passa anos sem abrir vaga. Requer tempo, dedicação e, principalmente, acolhimento da comunidade da escola, o que se constrói com presença, diálogo e respeito à tradição.

E aí entra uma virada de enredo digna da própria Sapucaí: segundo o jornal Extra, a rainha de bateria da Mocidade Independente de Padre Miguel, Fabíola Andrade, pode deixar o posto. O motivo? A possível candidatura de Fabíola à presidência da escola, somada a um contexto pessoal.

Fabíola é esposa de Rogério de Andrade, patrono da agremiação e atualmente detido em um presídio federal de segurança máxima no Mato Grosso do Sul, após ser apontado como mandante do assassinato de Fernando Iggnácio, em 2020. A prisão teria deixado a influenciadora muito abalada, que fez questão de homenagear o marido no desfile deste ano com um colar em forma de “R” e, após atravessar a avenida, partiu direto para visitá-lo no presídio.

Fontes indicam que Rogério estaria por trás da articulação para colocar Fabíola como presidente da escola, no posto que, agora, é ocupado por Flávio Santos. Publicações recentes da própria rainha com tom mais institucional reforçaram os rumores. 

É nesse espaço que o nome de Virginia Fonseca ganha força. Em um momento em que a Mocidade enfrenta dificuldades financeiras, a presença de Virginia poderia significar o renascimento de uma ponte entre o samba e grandes marcas. Virginia tem a simpatia do público, ótimas relações comerciais com o mercado publicitário, e sua presença na Sapucaí neste ano teria aquecido ainda mais o desejo de viver essa experiência.

Na prática, seria uma movimentação inteligente: para a escola, um reforço financeiro e midiático. Para Virginia, um novo capítulo de visibilidade e de conexão com o público. 

Se vai acontecer? Ainda não dá para cravar. As chances são grandes. Se depender dos bastidores, essa história ainda terá muito brilho, percussão, plumas e cristais. Vamos aguardar.

Disputa de audiência

Executivos da Record têm comemorado os bons números de Força de Mulher, novela turca exibida no horário nobre. Curiosamente, o sucesso do folhetim tem atrapalhado a Globo a alavancar a audiência do remake de Vale Tudo. Em São Paulo, por exemplo, os picos de audiência da trama protagonizada por Taís Araújo só acontecem após o fim da novela da concorrente. Segundo dados obtidos pela Folha de S.Paulo, na última segunda-feira, dia 1, Força de Mulher chegou a marcar 9 pontos e, assim que o capítulo terminou, a audiência da Record caiu para 6 — liberando o público para a Globo, que saltou e atingiu o pico de 25 pontos. No Rio de Janeiro, o fenômeno se repetiu: Vale Tudo alcançou seu melhor índice até agora, 34 pontos, justamente quando o folhetim turco saiu do ar.

Maria de Fátima vai bombar?

A Globo deu vida real à vilã de Vale Tudo com um perfil oficial no Instagram: @fatimaacciolireal. Interpretada por Bella Campos, a personagem sonha em ser influenciadora digital no remake da novela — uma releitura moderna do desejo de fama que marcou a versão original de 1988. A estratégia relembra o sucesso da página de Vivi Guedes, em A Dona do Pedaço, que chegou a 3 milhões de seguidores. A emissora planeja usar o perfil da vilã para ações comerciais. 

Asa Branca de volta

A icônica cidade fictícia de Roque Santeiro foi reconstruída nos Estúdios Globo para uma cena especial do programa de 60 anos da emissora. O motivo? Um show da banda Roupa Nova, que vai cantar o clássico “Dona”, tema de Viúva Porcina. A ambientação recria a famosa Igreja de Asa Branca, onde o personagem de José Wilker aparecia frequentemente. A cena faz parte da homenagem que reunirá mais de 400 artistas da história da Globo. 

Empreender é pop

Com estreia marcada para 15 de abril às 20h no YouTube, o videocast No Lucro chega à terceira temporada. Apresentado por Phelipe Siani, o projeto — agora com patrocínio do Nu Empresas — traz histórias de empresários e influenciadores sobre negócios, marcas e inovação. Convidados como Nathalia Arcuri, Carol Celico e Cris Arcangeli já passaram pelo programa. A versão para a TV vai ao ar às terças, às 23h30. 

Até amanhã.

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