Pentágono abre investigação sobre escândalo de “chat da guerra”

O gabinete do inspetor-geral do Pentágono anunciou nesta quinta-feira (3) que está abrindo uma investigação sobre o uso, pelo Secretário de Defesa, Pete Hegseth, de um aplicativo de mensagens de texto comercial não confidencial para coordenar o lançamento, em 15 de março, dos ataques dos Estados Unidos contra os Houthis do Iêmen.

“O objetivo dessa avaliação é determinar até que ponto o Secretário de Defesa e outros funcionários do Departamento de Defesa cumpriram as políticas e os procedimentos para o uso de um aplicativo de mensagens comerciais para assuntos oficiais”, escreveu o inspetor-geral em exercício Steven Stebbins em um memorando.

“Além disso, analisaremos a conformidade com os requisitos de confidencialidade e retenção de registros.”

As mensagens em questão incluem trocas sobre ataques militares dos EUA contra alvos Houthis no Iêmen. A revista The Atlantic informou no início desta semana que horas antes dos ataques de 15 de março, os principais integrantes do gabinete do presidente Donald Trump discutiram planos operacionais detalhados em um grupo no Signal.

Fontes disseram à CNN que os detalhes compartilhados na mensagem do grupo pelo secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, foram confidenciais, embora a administração Trump tenha negado.

A revelação de que planos de ataque altamente confidenciais foram compartilhados em um aplicativo comercial de mensagens, possivelmente em celulares pessoais, provocou indignação em Washington e pedidos dos democratas para que integrantes da equipe de Segurança Nacional de Trump fossem demitidos.

*Com informações da Reuters

Este conteúdo foi originalmente publicado em Pentágono abre investigação sobre escândalo de “chat da guerra” no site CNN Brasil.

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