Reino Unido consulta empresas antes de decidir resposta às tarifas dos EUA

O governo do Reino Unido iniciou um processo de consulta às empresas britânicas para definir sua resposta às tarifas impostas pelos Estados Unidos, enquanto mantém o diálogo com Washington em busca de um acordo comercial mais amplo. Em comunicado, o Executivo britânico afirma que todas as opções seguem sobre a mesa.

Diante da decisão do governo de Donald Trump de aplicar uma taxa de 10% a uma série de produtos, o Reino Unido quer ouvir as empresas afetadas sobre o impacto das medidas.

O questionário do governo inclui perguntas sobre o valor médio de suas importações dos EUA, os possíveis efeitos de uma retaliação e as estratégias para se adaptar ao novo cenário, de acordo com o texto.

O secretário de Comércio e Negócios, Jonathan Reynolds, afirmou ao Parlamento que o Reino Unido está “desapontado com as tarifas dos EUA”, mas seguirá com “discussões construtivas” com os americanos.

Ele também divulgou uma lista preliminar de mais de 400 páginas de produtos importados dos EUA que podem ser alvo de medidas britânicas, ressaltando que itens como suprimentos médicos e equipamentos militares estão fora de cogitação por razões de “interesse público”.

Ministros têm se reunido com representantes dos setores siderúrgico, automotivo e alimentício, além de exportadores potencialmente impactados pelas tarifas. Nos próximos dias, o governo seguirá em contato com as empresas para “defender os interesses da indústria britânica”.

A consulta pública, aberta até 1º de maio, integra o “Plano para Mudança” do governo, que busca priorizar a estabilidade econômica. Após o prazo, o Executivo analisará as contribuições antes de definir sua estratégia.

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