O Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) anunciou sua dissolução nesta segunda-feira (12) e o fim de mais de quatro décadas de luta armada contra o Estado turco, informou a agência pró-curda ANF.
“O 12º Congresso do PKK decidiu dissolver a estrutura organizacional do PKK e acabar com o método de luta armada”, anunciou o grupo curdo em um comunicado.
O líder histórico do PKK, Abdullah Öcalan, fez um apelo na prisão em 27 de fevereiro no qual pediu ao grupo que o fim das hostilidades e o início das conversações para a dissolução.
O PKK, considerado terrorista pela Turquia e seus aliados ocidentais, foi fundado em 1978 e liderou durante décadas uma insurgência contra Ancara para tentar criar um Estado curdo.
O apelo de Öcalan, que está detido há 26 anos na ilha-prisão de Imrali, na costa de Istambul, ocorreu após a mediação iniciada pelo principal aliado do presidente Recep Tayyip Erdogan, o nacionalista Devlet Bahçeli, por meio do partido pró-curdo DEM.
No dia 1º de março, o PKK anunciou um cessar-fogo imediato com as forças turcas.
Erdogan celebrou então uma “oportunidade histórica” para a população turca e a minoria curda, que representa quase 20% da população.
rba/bg/pt/meb/zm/fp