CDBs do Master serão honrados nas condições em que foram emitidos, diz presidente do BRB

O presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, afirmou nesta terça-feira, 1º de abril, que os termos dos CDBs emitidos pelo Banco Master serão mantidos e honrados se a operação entre as duas instituições financeiras for adiante. “Todos os CDBs que já estão emitidos serão honrados pelas condições e pelas taxas de juros em que eles foram adquiridos”, garantiu em entrevista à GloboNews.

O Banco Master é conhecido por emitir CDBs com taxas superiores à média do mercado. O BRB pretende comprar 58% das ações da instituição por aproximadamente R$ 2 bilhões. Dos papéis, 49% serão ações ordinárias, com direito a voto, e 100%, preferenciais.

Segundo o executivo, uma vez que a operação entre o BRB e o Master seja aprovada pelas autoridades, os novos CDBs emitidos tenderão a ter taxas menores.

“As taxas que esse novo conglomerado vai praticar – em sendo aprovado pelos devidos órgãos reguladores – serão bem mais baixas, mais compatíveis com as que o BRB pratica hoje”, disse Costa, acrescentando que o custo de captação médio do BRB é de 98% do CDI. “Os novos CDBs emitidos virão com uma taxa mais compatível com a taxa de mercado, com o perfil desse novo banco, portanto, com taxas muito próximas do próprio CDI”, comentou.

O presidente do BRB também disse que, embora após a operação o banco passe a deter “metade menos um” de participação no Master, está previsto um acordo de acionistas que garante ao banco público um “voto afirmativo”, semelhante a um poder de veto, sobre questões do dia a dia da nova empresa.

“Gestão de orçamento, planejamento estratégico, apetite a risco, contratação de executivos e conselheiros, aquisição ou venda de ativos, prestação de garantias: todas essas matérias passam a depender de um posicionamento do BRB. O Master passa a fazer parte do conglomerado prudencial do BRB”, afirmou o executivo.

Costa foi questionado sobre o preço que o BRB pagará na operação, diante da notícia, divulgada pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, de que BTG Pactual teria oferecido um valor simbólico para ficar com o Master, de somente R$ 1.

“As pessoas precisam entender a operação. Está comprando 58% do Banco Master e pagando 75% do valor de patrimônio líquido, com uma série de condições precedentes para que a operação aconteça”, disse Costa.

Ele mencionou que o patrimônio do Master é de R$ 4,2 bilhões, e que o BRB pagará cerca de R$ 2,1 bilhões na operação – valor que pode diminuir até o fechamento do negócio.

Além disso, apontou que uma das condições precedentes para a aquisição avançar é um aumento de capital de R$ 2 bilhões por parte do Master. “Se estou pagando R$ 2,1 bilhões e ele tem a obrigação de realizar aumento de capital de R$ 2 bilhões, acho que cada um consegue chegar à conclusão de qual é o valor exato que o BRB está pagando”, acrescentou.

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